quinta-feira, 17 de março de 2011
Dream.
Três focos de luz.
Cores distintas, um sorriso, um sonho.
Tudo poderia ser.
De tudo já lido, imaginei. De tudo que senti, pensei.
Você? Estranho.
Eu que nunca fui de me entregar de bandeija, eu que nunca fui de sonhar, pensando: é só um sonho
nada real. Nunca real.
Pensei, e se for?
E se eu me libertar das correntes daqueles que diz que sonhar é bom, mas com os pés no chão.
Não. Sonhei. Vivi o sonho, saboreei, provei daquilo que seria provalvel de não ter.
É. Não consigo deixar de pensar em você e não ter acontecido como eu logo imaginei, não me doeu.
Se entregar as vezes é preciso.
Poderia ficar aqui contigo, escrever contigo, dividir contigo, beber com você um café morno,
te fazer um carinho, cheirar seu cabelo mais uma vez, te abraçar apertado.
E sermos algo para minha história de reticencias, talvez um ponto final.
Ainda há chances, ou não, mas sonhei e sei que te levarei por muitas vezes.
Porque ficará aqui a sensação de ter amado um dia e ser amada um dia,
sem pensar nos pesares, desconhecendo o resto.
Porque você despertou uma coisa que eu não lembrava mais,
porque você me lembra as possibilidades perdidas.
O mistério da vida. Porque como alguém atinge a profundeza de algo superficial?
Como faço pra amar o que não conheço? Tão indistinto, inacabado. Sem motivo, sem definição.
Questionarei sempre a mim, como é sentir falta de um estranho.
"Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria."
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